sexta-feira, 25 de setembro de 2020

E quando te dá vontade de rir?

 Exactamente.

Quando olhas pra tua vida e de repente lembraste das coisas piores mas olhas com aquele olhar tipo...má qué qué isto????😱

As atitudes de posse eram (são) tantas e tão poucas, as atitudes armado em machista e agressor eram tantas e tão poucas e tão fora do contexto do seculo vinte e vinte e um, que se tornam tão ridículas de tão ordinárias que são.


Estou a lembrar-me de uma que quando falo dela desato a rir-me.

"Quem é que usa calças cá em casa?!" - perguntava-me ele, querendo mostrar que tinha toda a autoridade de agir como agia

Eu olhava pra mim e como eu estava de calças respondia

"Eu uso " e respondia a rir

Agora digam-me.

Isto não o torna tristemente rídiculo?

Aconteceu-vos o mesmo?

E quando ele corria atrás de mim à volta da mesa de refeições na sala para me dar os apertões nos braços e bater-me? Atirando com o que houvesse em cima da mesa para o chão?

Ele corria para um lado e eu para o outro . a mesa no meio comprida e eu desatava a rir-me e claro ele ficava pior, às paginas tantas ele tropeçava na carpete e caía. :D 

Isto não o torna tristemente rídiculo?

É que eu às vezes penso, mas eu casei com isto? Fiz figurinhas e ele também e as filhas assistiram a isto.

Isto tudo para quê?


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

egocentrismo

 Pessoas abusivas são essencialmente egocêntricas...e covardes.

Tudo é sobre - eu quero, eu mando, eu posso, eu é que decido. eu é que sei.

Depois covardes...porque os outros é que não prestam, não sabem ou estão parvos ou é que os fizeram agir desta ou daquela maneira, nunca se responsabilizam pelos seus actos.

Pior.

Têm sempre quem passe a mão pelo lombo e resolvam as merdas deles.

Manipuladores natos.

Chegam a ficar doentes. Caiem. Vão ao fundo do poço. A malta levanta-os. (As vitimas ainda têm essa força...e a consequente ingenuidade) e eles cospem na mão que os levantou. 

Se ficamos à espera desse reconhecimento. É para esquecer. Não reconhecem como ainda dizem que se levantaram por que quiseram.

Nós temos de esquecer estas pessoas. 

Encontrar o nosso ritmo, levantar a nossa moral e seguir...seguir em frente sem olhar para trás sem nunca mais olhar para trás.

Eu mantenho-me perto dele. Sou obrigada a viver numa outra casa , ter despesas acrescidas?

Então volta menos volta como da sua comida, daquilo que está na casa dele e  não abdico da parte da responsabilidade de pai...era o que mais faltava. Ainda ficar livre das responsabilidades. 

Como funcionamos?

Como pais das filhas e vizinhos.

Relacionamento? 

Nope. Se tem esperança...nem questiono. 

Mantém o comportamento abusivo? Sim e mais agressivo. Mas já não sinto nada. Esperneie à vontade. Viro costas e saio porta fora. Fale sozinho.

Serei livre? Ainda não.

Falta-me uma filha devidamente encaminhada.

Depois sim...serei livre.

Estou a perder minutos de vida?

Já não.

Estarei também a entrar no mundo egocêntrismo? Até pode parecer. Mas não. Estou a defender os interesses das minhas filhas até ao momento justo. Mais do que isso nem elas querem e eu muito menos.



terça-feira, 15 de setembro de 2020

relações abusivas

 Tema dificil

E difícil porque nunca achamos que nos possa acontecer tal coisa.

Difícil porque afinal acontece.

Difícil porque ficamos sem acção e permitimos anos a fio a relação abusiva.

Até conseuimos identificar os sinais, Até passou de sinais a vias defacto.

Mas fizemos igual a tantas e tantas outras mulheres de outros tempos, dos tempos actuais e do mundo inteiro.

Pois é.

Eu também.

As relações abusivas não são só aquelas que chegam as tais vias de facto. Ficar com marcas no corpo.

São as que se iniciam com atitudes provocatórias para discussão gratuita, destratar numa conversa que aparentemente é casual, considerar que podem questionar o que fizemos em casa ou como organizamos o nosso dia, decidir por nós sem nos consultar, desvalorizar a nossa profissão, etc etc

Parece algo sem importância mas está lá todos os indícios de relação abusiva. Depois a partir daqui as coisas vão sendo gradualmente mais violentas. A sensação de poder começa a ser algo que agrada ao outro e as coisas começam a ser mais violentas , mais constantes e nós começamos a ficar mais cansadas, a definhar e a isolarmos.

Quando nos matemos com auto estima, a carga realmente é de grande violência e diária e mais que diária é durante o dia...

Levei com este tratamento durante vinte anos. Foi condenado. Mantemos o casamento. Após o cumprimento da pena (suspensa) com terapia de grupo , controlo do consumo do alcool...voltou às mesmas atitudes.

No meu caso o consumo do alccol é o pretexto para que socialmente seja perdoado, pois que é por causa do alcool que ele é absuivo.

Só que não.

O álcool é o pretexto. Grande parte do tempo não está alcoolizado. Está abusivo, perverso. Narcisista perverso.

Hoje, vivendo noutra casa , consegui a paz. 

Ainda se mantém abusivo porque eu decidi permanecer perto dele pois há deveres de pai que não vou permitir que se abstenha ou ache que o pode fazer. Duas filhas com percurso académico ensino superior, necessidade de serem acompanhadas financeiramente. Uma delas até já está livre pois já está a trabalhar mas ainda há outra...e não permito que possa ficar de fora da sua obrigação. Sim porque há sempre a tendência dos filhos pagarem caro o afastamento dos pais. Numa relação abusiva piora esse comportamento do abusador pois como se acha, considera que não tem de cumprir o seu papel.

Lamento. Mas tem.

Nem que eu tenha de ser jogadora...ah pois. Aprendi a lançar os dados a meu favor. Depois que compreendi que é um abusador cínico e perverso, os meus sentimentos acabaram. Não sinto nada. Nem sofrimento. Não me interessa o que diz ou faz. Não me machuca mais,

Lido com ele de uma forma fria e objectiva. Cumpra o seu papel de pai. O que lhe pode acontecer como pessoa fica de fora dos meus interesses.

27 anos de saber o que ele é.

20 anos de diariamente ser machucada.

20 anos a erguer um homem de manhã e a vida a meio da manhã devolver um agressor.

estes mais 7 anos quase 8, após estes 20...ah minha gente, estes quase oito anos,  o jogo é meu.

Cá está. Calibrando os desequilíbrios...eu.

Tenho dito





sexta-feira, 11 de setembro de 2020

estar sozinha

 Aqui o estar sozinha é no bom sentido

Estar sozinha porque as filhas já mulheres estão a construir o caminho delas e estão a ir bem, implica essencialmente que eu também me desligue delas, esta coisa é dificil mas se tiverem filhas realmente independentes elas colocam-nos no sitio e acordam-nos pra vida e pro respeito pelo espaço delas obrigando-nos assim, a construir a nossa vida, o nosso tempo e espaço sem que nos colemos a elas.

é verdadeiramente o meu caso.

Gosto imenso de saber o que fazem e por onde andam, por vezes são secas na resposta , fico um bocado magoada, mas depois prometo a mim mesma que não volto a estar dependente das respostas delas.

É aquele sentimento de interesse por elas mas que isso não quer dizer que elas estejam dispostas a corresponder naquele preciso momento à minha expectativa.

Faz parte.

Sendo assim, isso faz com que eu tenha de ocupar o meu tempo desligada dele e delas... porra dá ideia que de repente ficamos descartáveis. Mas não. Não quero ter esse sentimento. Não é saudável para ninguém muito menos para mim.

Hoje , de férias, comecei o dia a pensar que ia correr depois mudei para descontraidamente no café ler um livro , depois mudei para apanho autocarro e vou dar uma voltar...e no fim ainda não fiz nada disso.

Andei a vaguear, não me senti sozinha mas não aproveitei tão bem a manhã como pretendi...agora de vontade renovada, e depois de uam resposta seca por parte da filha mais nova, peguei no blogue, desabafei com ele e de seguida, rumo a um autocarro e passear pela cidade mais próxima...está decidido.

Porra tenho de me fazer à vida...afinal as férias estão na recta final e depois nem isto nem aquilo nem nada. 

Vá toca a mexer menina...pareces uma barata tonta 😀💪 .


segunda-feira, 7 de setembro de 2020

segundo dia do processo...

 Acordei bem

Setembro tem esta magia em mim, promove-me, coloca-me lá no alto. 

E depois, estou de férias 😀

Mas dizia eu, acordei bem. Fiz o que achei melhor para mim. A minha ginástica matinal, o mimar-me no banho tratando de mim com o carinho e tempo merecido.

Depois hoje vou mimar outra mulher da minha vida....a minha mãe. Eu ela e uma das filhas. Sim há o Covid 19, mas estaremos juntas com as distancias devidas , mas juntas olhando para a aniversariante, 78 anos, idade bonita. Todas as idades são bonitas. 

Portanto, hoje é dia de festa e de mimos.

Esta mulher também passou os seus pedaços e também foi e é a mulher guerreira que me construiu. Sim, houve momentos que não nos entendemos e foram muitos esses momentos, alguns estarão gravados e cravados demais...mas isso hoje não interessa nada...serenidade, família e mimos. Três palavras importantes.

Este segundo dia do processo é essencialmente para brindar  a vida de outra mulher - mãe!



domingo, 6 de setembro de 2020

iniciando o processo

 Iniciando o processo é por assim dizer...exactamente isso. Iniciar o processo de viver a vida de forma independente sem contar com ele para nada.

Na minha ótica de mulher casada há 27 anos( isto não soa bem mas soa,) sempre entendi que casamento é um projecto a dois...mas só que não. É essencialmente um projecto na cabeça feminina mas que é coordenada pela vontade masculina. O que só por si mostra logo que está tudo errado. Basicamente o que nós mulheres sentimos ou pensamos sobre o casamento, não de todo nem de longe nem de perto o que os homens ou a grande maioria dos homens pensa, sente ou quer.

No meu caso e após 20 anos de violência doméstica ( e digo isto duma forma assim bruta , seca ) decidi levar em frente a acusação via tribunal e ganhei o processo. Ele teve de cumprir uns quantos preceitos para não ficar efectivamente preso, que cumpriu como um cordeirinho lindo,( e digo isto duma forma cinica e fria) mas que após o cumprimento, entendeu que não pretendia introduzir mudanças na sua postura pois isto de ser agressor porque sim dá-lhe um "poder" fantástico.

Continuamos casados, vivemos em casas separadas, existe uma convivência que pretendi cordial por nós e pelas filhas, mas ...só que não. A atitude arrogante, vingativa e de personalidade egocêntrica perversa ficou mais aguçada e tristemente vejo o homem que no inicio admirava ,transformar-se na pessoa que mais asco que me dá.

Então...

Bem então estou a reformular o meu modo de vida...e com elas mulheres feitas com os seus percursos académicos e profissionais em progresso, vou criando agora o espaço para mim e me recuperando para mim.

Não é um processo tão fácil assim. Mas também não é um processo difícil. É um processo em construção diariamente, até porque preciso de mudar alguns hábitos adquiridos que é por exemplo, o estar disponível para mim no momento que quero sem estar à espera de que o outro esteja. 

Mais.

É estar disponível para mim sem ter que contar ao outro absolutamente nada. Sair sem dizer nada. Pois se ele entende que pode fazer e muitas vezes faz dando a entender que o faz porque eu criei condições para que agisse assim...fazendo sempre me sentir como culpada. Tipico não é?

O regresso à sua postura de agressor verbal retomou e eu voltei a permitir que me desestabilizasse. Erro meu verdade. As filhas conseguem defender-se melhor sobre esta questão que eu. Sobre esta situação acresce mais 7 anos e ao fim de 27 anos , em que 3 anos foi de um aparente progresso por condenação, consigo perceber que casei com um psicopata e dei-lhe até agora o alimento para que permanecesse na minha vida.

E pronto...iniciando o processo passa basicamente em primeiro lugar não me sentir culpada de nada e a seguir fazer as coisas da vida como se sozinha vivesse ...e obviamente não alimentar mais este comportamento. Mantenho o contacto com ele pois há deveres de pai que tem de ser cumprido e eu mantenho-me firme que isso esteja assegurado na vida delas pois pode jogar comigo mas com elas não permito que o faça. 

O jogo começou agora, também vou dar as cartas e darei as cartas quando entendo e como eu quero. Também sei jogar.

Vamos isso. 

Bom dia mulheres




setembro mês de renascimentos

 Há muito que não escrevia. Na verdade muitas coisas mas acima de tudo colocar a tónica na concretização de sonhos e desejos das filhas. Ago...